Encontro de pais na APAE chama atenção para inclusão do deficiente

9/21/2017

Ação fez parte do Setembro Verde

No terceiro ano do Setembro Verde, várias ações estão sendo realizadas na APAE Valinhos, para mobilizar o maior número de pessoas e chamar atenção para os direito da pessoa com deficiência.

Como o mês tem como objetivo lutar pelos direitos e pela inclusão social da pessoa com deficiência, a APAE realizou na tarde de terça-feira, 19, um encontro com algumas mães, comandado pelas Assistentes sociais Divanir Pedral  Coordenadora da Área de Assistência Social, Jéssica Anali Lima, Célia Ubiali e a estagiária Regiane Rodrigues.

Os pais foram desafiados a contar um pouco sobre as dificuldades que enfrentam com os filhos. A maioria falou da inclusão escolar que não acontece, porque os professores não estão preparados para lidar com a deficiência.

Uma das mães presentes destaca: A inclusão não é só ir à escola, é na sociedade, já ouvi tanta coisa do tipo: - “Ah coitadinho!”; “Pessoas assim não vivem muito tempo”. Isso dói muito.

Outra mãe de um autista disse que acompanha de perto, freqüenta a escola, mas depois que passou a freqüentar a APAE a criança mudou completamente.

A Assistente Social Divanir Pedral perguntou para o grupo como as mães se sentem quando alguém fala coitado para o filho deficiente? E a resposta foi unânime: “Revolta”.

As mães presentes foram enfáticas em dizer: “Precisamos acabar com o preconceito, é preciso respeito e atitudes, a nossa sugestão é que a APAE leve as informações para as escolas, envolvendo o pai de crianças normais, para que eles possam entender e orientar os filhos que somos todos iguais, apesar das diferenças”.

No final ficou o pedido das mães para que aconteçam novos encontros de discussão, a mensagem e o clamar de todas para com a sociedade para que olhe para a pessoa com deficiência com respeito, paciência, sabedoria e compreensão. “Temos esperança e fé, que o setembro verde é um despertar para um novo olhar da pessoa com deficiência, seus direitos e anseios, para que haja harmonia na convivência social”, conclui Divanir Pedral.

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